O que é a vaginite atrófica?

A menopausa é uma fase da vida da mulher que ocorre quando os ovários deixam de produzir os hormônios estrogênio e progesterona, encerrando o ciclo reprodutivo. A menopausa geralmente acontece entre os 45 e 52 anos de idade, mas pode variar de acordo com cada mulher. Vale ficar atenta aos sinais e sintomas do seu corpo.

Com o climatério e a menopausa, temos um dos sintomas que causa bastante incômodo nas mulheres: a vaginite atrófica. Não sabe o que é? Calma, vou explicar! 😉

A diminuição dos níveis de estrogênio afeta diversas partes do corpo da mulher, incluindo a vulva e a vagina. O estrogênio é responsável por manter a espessura, a elasticidade, a lubrificação e o pH adequados dos tecidos vaginais. Quando o estrogênio diminui, esses tecidos se tornam mais finos, secos, frágeis e menos ácidos. Esse processo é chamado de atrofia vaginal ou vaginite atrófica.



A atrofia vaginal (ou vaginite atrófica) pode vir acompanhada de vários sintomas, como:

- Secura vaginal, que pode levar a coceira, ardor, irritação e desconforto na região íntima;

- Dor ou sangramento durante ou após a relação sexual, devido à falta de lubrificação e à fragilidade dos tecidos vaginais;

- Infecções urinárias ou vaginais recorrentes, devido à alteração do pH e da flora vaginal, que facilitam o crescimento de bactérias e fungos;

- Incontinência urinária, devido à perda de sustentação dos músculos do assoalho pélvico;

- Diminuição da libido, devido à dor e ao desconforto sexual.


A atrofia vaginal pode afetar (e muito!) a qualidade de vida, a autoestima e o bem-estar da mulher, além de prejudicar a sua saúde íntima e a sua relação com o(a) parceiro(a). Por isso, é sempre importante estar de olho nos sinais que seu corpo está emitindo e buscar tratamento adequado e orientação médica (que você também pode encontrar com os profissionais multidisciplinares da Femmaturity).

Existem muitas formas modernas de tratar a atrofia vaginal, que podem ser divididas em:

Tratamentos sistêmicos: são aqueles que agem em todo o organismo, como a terapia de reposição hormonal (TRH), que consiste em tomar comprimidos, adesivos ou géis que contêm estrogênio e/ou progesterona. A TRH pode aliviar os sintomas da menopausa, incluindo a atrofia vaginal, mas também pode ter efeitos colaterais e contraindicações, como o risco de trombose, câncer de mama e endométrio. Por isso, a TRH deve ser prescrita e acompanhada por um médico.

Tratamentos locais: são aqueles que agem diretamente na região vaginal, como os lubrificantes, os hidratantes e os cremes ou óvulos vaginais que contêm estrogênio. Esses produtos ajudam a restaurar a umidade, a elasticidade e o pH dos tecidos vaginais, aliviando a secura, a dor e a irritação. Eles podem ser usados antes ou durante a relação sexual, ou de forma regular, conforme a indicação médica.

Tratamentos não hormonais: são aqueles que não envolvem o uso de hormônios, como o laser vaginal, a radiofrequência ou o plasma rico em plaquetas (PRP). Esses métodos usam diferentes fontes de energia para estimular a produção de colágeno e a regeneração dos tecidos vaginais, melhorando a espessura, a lubrificação e a sensibilidade da região. Eles são realizados em consultório, com anestesia local, e requerem algumas sessões para obter o resultado desejado.

Boas notícias, certo mulheres? 👏

Além desses tratamentos mencionados, existem outras medidas que podem ajudar a prevenir ou amenizar a atrofia vaginal. Veja aqui algumas delas:

Manter uma alimentação saudável e equilibrada, rica em frutas, verduras, legumes, grãos integrais, proteínas magras e gorduras boas, e pobre em açúcar, sal, gorduras saturadas e trans, e alimentos industrializados;

Beber bastante água, para manter a hidratação do corpo e da pele, inclusive da região íntima;

Praticar exercícios físicos regularmente, para fortalecer os músculos do assoalho pélvico, melhorar a circulação sanguínea, aliviar o estresse e aumentar a disposição e a autoestima;

Evitar o tabagismo, o consumo excessivo de álcool e de cafeína, que podem piorar os sintomas da menopausa e da atrofia vaginal;

Usar roupas íntimas de algodão, que permitem a respiração da pele e evitam a proliferação de microorganismos;

Evitar o uso de sabonetes, perfumes, desodorantes ou duchas vaginais, que podem alterar o pH e a flora vaginal, causando irritação e infecção;

***Manter uma vida sexual ativa***, com ou sem parceiro(a), para estimular a lubrificação e a elasticidade vaginal, além de proporcionar prazer e bem-estar.


A atrofia vaginal é uma condição comum na menopausa e que pode causar diversos desconfortos e problemas para a saúde da mulher. Porém, existem vários tratamentos e cuidados que podem melhorar essa situação e devolver a qualidade de vida e a satisfação sexual da mulher. 

O mais importante é procurar ajuda médica e não se envergonhar de falar sobre esse assunto.

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@Femmaturity



Fontes relacionadas

[Ressecamento vaginal na menopausa: como lidar? | Drauzio Varella](https://drauziovarella.uol.com.br/mulher/ressecamento-vaginal-na-menopausa-como-lidar/)

[Atrofia e ressecamento vaginal na menopausa – como tratar | Gynecare](https://www.clinicagynecare.com.br/site/atrofia-e-ressecamento-vaginal-na-menopausa-como-tratar/)

[Vaginite Atrófica – Ressecamento Pós-Menopausa - Blog da Saúde](https://blogdasaude.com.br/vaginite-atrofica-ressecamento-pos-menopausa/)

[Atrofia vaginal: conheça a condição que afeta as mulheres na pós-menopausa | Revista Visão Hospitalar](https://revistavisaohospitalar.com.br/atrofia-vaginal-conheca-a-condicao-que-afeta-as-mulheres-na-pos-menopausa/)

[Atrofia vaginal: um problema comum para as mulheres na menopausa | ISS Viva](https://www.issviva.com.br/blog/sintomas/atrofia-vaginal/)

Laser vaginal: o que é, como funciona e quais os benefícios | Dra. Ana Carolina Lúcio Pereira

Atrofia vaginal: o que é, sintomas, causas e tratamento | Tua Saúde


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